Alckmin propõe aumento do piso paulista em até 11,75%

Observado por Morais, Alckmin assina projeto de lei enviado à Alesp (foto: Giuliano Monteiro)

Pela proposta, o novo piso regional passará a ter duas faixas salariais: R$ 905 e R$ 920                                                       

São Paulo, 1 de dezembro de 2014 – O governador Geraldo Alckmin encaminhou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na manhã desta segunda-feira (1), projeto de lei que estabelece o novo piso regional paulista. A nova proposta prevê reajuste de 11,75% para a primeira faixa e 10% na segunda – R$ 905 e R$ 920, respectivamente.

Alckmin atendeu a um pedido das centrais sindicais e vai propor também a redução para duas faixas salariais. Criado em 2007, o piso paulista em vigor é dividido em três faixas com valores de R$ 810, R$ 820 e R$ 835.

“A valorização do piso é muito importante porque estamos falando de categorias menos organizadas. Isso ajuda também a economia, pois as conquistas dos trabalhadores refletem em toda a sociedade”, afirmou o governador.

A proposta ainda precisa passar pela Alesp. Se aprovada, passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2015. “A medida significa um grande avanço, principalmente para os trabalhadores domésticos”, afirmou Tadeu Morais, secretário de Estado do Emprego.

A estimativa é que cerca de oito milhões de pessoas no Estado se beneficiem do aumento. Participaram do encontro lideranças da Força Sindical, CGTB, CUT, NCST, UGT e CGTB.

Piso Regional

O piso regional de São Paulo atende trabalhadores da iniciativa privada que não são contempladas por remuneração mínima definida por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

1ª faixa – 905,00 (novecentos e cinco reais)

Trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, contínuos, mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação, trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, cumins, “barboys”, lavadeiros, ascensoristas, “motoboys”, trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não-especializados de minas e pedreiras; operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão, trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial, trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem, garçons, cobradores de transportes coletivos, “barmen”, pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros e ceramistas, fiandeiros, tecelões, tingidores, trabalhadores de curtimento, joalheiros, ourives, operadores de máquinas de escritório, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telefone e de “telemarketing”, atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros, trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações, mestres e contramestres, marceneiros, trabalhadores em usinagem de metais, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas, operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial.

2ª faixa – R$ 920 (novecentos e vinte reais)

Administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e de projeção cinematográfica e técnicos em eletrônica.

Assessoria de Imprensa da SERT