Alckmin propõe reajuste de 7,18% no piso paulista

Alckmin encaminhou proposta à Alesp (foto: Paulo Cesar Rocha)

Índice supera previsão do mínimo nacional; se aprovado, novo piso passa a vigorar em janeiro

São Paulo, 02 de dezembro de 2013 – O governador Geraldo Alckmin encaminhou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na última sexta-feira (29), proposta de reajuste do piso regional paulista. Se aprovado, a primeira faixa do salário mínimo do estado será de R$810, um aumento de 7,18% em relação aos R$755 praticados neste ano.  A faixa 2 atualmente em R$765 sobe para R$820.

O percentual foi calculado através da previsão da taxa de inflação deste ano do INPC/IBGE (de 5,6%) mais o PIB (Produto Interno Bruto) do estado de São Paulo de 2012 (1,5%). A Alesp deve aprovar a proposta antes do recesso para que o novo piso estadual vigore a partir de janeiro de 2014.

O aumento é maior que o previsto para o salário mínimo nacional. A estimativa é que o mínimo do país no próximo ano passe de R$ 679 para R$ 722,80. Um aumento de 6,22%.

“Superamos mais uma vez o mínimo nacional e, este ano, seguindo um acordo do governador Alckmin com as centrais sindicais, o salário passa a valer já em janeiro, temos muito a comemorar”, disse o secretário estadual do Emprego, Tadeu Morais.  Segundo o secretário, cerca de 7  milhões de pessoas serão beneficiadas pelo piso em todo o estado. “Calculamos que R$ 400 milhões sejam injetados na economia paulista com o aumento”, conclui.

O piso regional paulista, estabelecido em 2007, contribui para que os trabalhadores paulistas não representados por sindicatos organizados recebam salários superiores ao mínimo nacional.

Categorias por faixa

1ª faixa

Trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, contínuos, mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação, trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, cumins, “barboys”, lavadeiros, ascensoristas, “motoboys”, trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não-especializados de minas e pedreiras. 

2ª faixa

Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão, trabalhadores em serviços de proteção e segu¬rança pessoal e patrimonial, trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem, garçons, cobradores de transportes coletivos, “barmen”, pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros e ceramistas, fiandeiros, tecelões, tingidores, trabalhadores de curtimento, joalheiros, ourives, operadores de máquinas de escritório, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telefone e de “telemarketing”, atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros, trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações, mestres e contramestres, marceneiros, trabalhadores em usinagem de metais, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas, operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial.

Cintia Ruiz

Assessoria de Imprensa da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT)