Ao trabalho

Por Tadeu Morais

Quem realmente entende o significado do Trabalho Decente? Até que ponto nós, responsáveis pela discussão e divulgação do tema, não falhamos na explicação? Não tornamos o tema conceitual demais e a sua prática, que realmente interessa, ficou legada a um segundo plano?

São Paulo, sem dúvida, deu grandes passos na direção de manter o assunto vivo. Fizemos 16 oficinas pelo Estado para o debate do Trabalho Decente. Levantamos carências regionais que culminou na Agenda Estadual do Trabalho Decente, recentemente lançada.

Essa discussão agora precisa avançar e estabelecer metas objetivas a serem cumpridas. Precisamos de um salto quântico, de um novo paradigma.

A pedido do governador Geraldo Alckmin, a SERT (Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho), vai fazer um esforço concentrado para que os resultados da Agenda sejam revolucionários e, mais do que isso, implementados.

O objetivo é a promoção da inclusão de todo cidadão no mercado de trabalho. Queremos o fim de qualquer trabalho forçado, escravo, infantil, discriminatório e desigual. Não podemos ser coniventes com práticas antissindicais. Queremos garantir que o mundo que vamos deixar para nossos filhos seja melhor que o que nos foi legado pelos nossos pais.

É hora de pactuarmos com procedimentos inclusivos e justos. Para isso precisamos de ação.  Devemos arregaçar as mangas e fazer logo a transição em benefício de toda a sociedade.

O debate precisa ser nacional, mas as ações podem ser locais. São Paulo, como reconhecido estado do trabalho, precisa dar o exemplo e mostrar o caminho.

Dia 7 de outubro comemoramos o Dia Internacional do Trabalho Decente.  Momento ideal para ampliarmos o debate e discutirmos o desenvolvimento de novas políticas públicas que efetivamente ponham em prática livros, discursos, cartilhas.

A SERT, por meio de programas inclusivos e bem sucedidos como o PADEF (Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência), Selo da Diversidade, Pró-Egresso, mostra que é possível, com mobilização permanente, garantirmos os fundamentos do Trabalho Decente.

O momento é de aprofundarmos o debate a fim de garantirmos que os cerca de 700 mil novos empregos que serão gerados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas sejam de qualidade e inteiramente alinhados com os princípios de igualdade do Trabalho Decente.

Tadeu Morais é secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho