Frente de Trabalho completa 18 anos de atuação no Estado

Mais de 300 mil pessoas foram beneficiadas pelo programa 

São Paulo, 8 de junho de 2017 –  Há 18 anos, durante o governo Mário Covas, nascia um programa que mudaria a vida de milhares de pessoas pelos Estado de São Paulo: a Frente de Trabalho. Criado com o objetivo de proporcionar ocupação, qualificação e renda aos trabalhadores desempregados, a Frente de Trabalho leva esperança aos cidadãos mais necessitados.

“O programa  tem um papel social importantíssimo na vida dos cidadãos desde sua criação. Papel que é exaltado em momentos de crise como esse em que o país está atravessando. Esse contexto traz desemprego, mais desigualdade social e torna mais difícil ainda a vida das pessoas mais vulneráveis socialmente. Com a implantação do programa, tentamos amenizar e transformar a vida desses cidadãos”, conta Roberto Mazini Jr, supervisor da Frente de Trabalho.

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Nos dois últimos anos, foram implantadas 2.528 bolsas da Frente de Trabalho em 70 municípios, entre eles, Santa Isabel, Votuporanga, Severínia e Caieiras. “São mais de duas mil famílias beneficiadas com o estímulo dado pelo programa. É a autoestima devolvida, esperança e uma luz no fim do túnel, que a Secretaria leva junto com a Frente de Trabalho para o público que mais precisa. Uma luta do Estado pró trabalhador”, ressalta José Luiz.

Entenda como funciona

A ação é voltada para trabalhadores de todo o Estado São Paulo desempregados no mínimo há um ano, maiores de 17 anos e residentes há pelo menos dois anos no Estado. O bolsista da Frente de Trabalho permanece no programa por até nove meses, com jornada de 6 horas diárias, 4 dias por semana. No quinto dia ele participa de um curso de qualificação profissional ou alfabetização. O participante recebe mensalmente bolsa- auxílio no valor de 300 reais e seguro em caso de acidentes pessoais.

A escolha dos cursos de qualificação é baseada nos estudos estatísticos do SEAD (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), tendo como base as ocupações com o melhor desempenho na geração de empregos nas regiões que englobam os 645 municípios que poderão requerer a participação no programa, respeitando a disponibilidade de vagas e os critérios de participação e classificação.

Conheça alguns de nossos participantes 

Embu das Artes

Juliana Leite, 32 anos, dançarina e professora voluntária, sobrevive com a ajuda da igreja e fazendo bicos de faxina. Juliana não deixou de sorrir durante um minuto durante o evento. Entre selfies com seu celular e sorrisos, a bolsista relata como sua vida mudou nos últimos anos. “Antigamente a gente ficava desempregado e logo arrumava outra coisa. Hoje em dia não, hoje é tudo muito difícil e sofrido. Mas a gente sempre consegue uma ajuda daqui e outra dali para sobreviver. Apesar de tudo, nunca perdi a esperança, alegria  e a fé. Por isso, hoje eu estou aqui e feliz por participar da Frente de Trabalho”.

Juquitiba

Vanessa, 38 anos, mãe de quatro filhos e esposa de um presidiário, foi uma das contempladas pela Frente de Trabalho em Juquitiba. “Meu marido foi preso e me deixou com quatro filhos para criar. É muito difícil, às vezes, a gente sente uma dor insuportável de não poder dar tudo que eles precisam e querem. Apesar de tudo eu nunca deixei de lutar, deixo meu orgulho de lado e peço ajuda. Assim a gente segue a vida até onde der. Hoje vim até aqui com o coração feliz porque sei que receberei uma ajuda e uma ocupação digna”.

Mairiporã 

José João, 65 anos, bolsista da Frente de Trabalho, está desempregado há 1 ano. Desde então, João vive com o apoio de sua atual namorada. Sem dinheiro para pagar suas despesas, o ex-porteiro se desesperou e perdeu as esperanças. “Trabalhei a vida inteira. Ia ao supermercado, fazia compras, pagava o aluguel de casa, a pensão alimentícia dos meus filhos. Quando fui demitido isso tudo acabou. Me desesperei, não tinha esperança de nada.” A participação na Frente de Trabalho reacendeu em José uma alegria que há tempos ele não sentia. “Eu fiquei muito feliz quando fui chamado, nem acreditei, a gente se sente valorizado depois de tanto tempo sem rumo”, relatou.

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Quintana

Maria Aparecida de Melo e Silva, 41 anos, é casada e tem dois filhos: de 21, um rapaz, e de 15, uma moça. O marido está afastado do trabalho devido a um desgaste na coluna. Deve voltar em outra função, mas a situação ainda é incerta. O filho havia acabado de fazer exame médico para começar num emprego. A filha, devido à idade, apenas estuda. Como as coisas em casa estão “apertadas” há um tempo, Maria faz os cursos gratuitos que aparecem. Num deles, de fuxico – seu preferido e que vai virar complemento de renda – soube pela professora da seleção para a Frente de Trabalho, resolveu tentar e foi chamada.

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Barra do Turvo

Maria Aparecida da Silva Mota, 37 anos, trabalha na roça, junto com o marido, com quem teve três filhos. Conta que moram a cerca de 20 quilômetros do centro de Barra do Turvo, para onde há apenas um ônibus de manhã e outro às 12h30, para voltar. O trajeto leva uma hora e é feito por particulares, porque não há transporte público nesse trecho. Ida e volta custam R$ 12, um valor alto. Um comprador absorve a pequena produção de banana, chuchu, cana e mandioca. Não enxerga de um olho. “É de nascença. É tipo uma cicatriz”, tenta explicar. Classifica a bolsa da Frente de Trabalho como “uma grande ajuda.”

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Veja fotos da trajetória da Frente de Trabalho em goo.gl/WLFCJ7


Ana Silvestre

Assessoria de imprensa da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho/SERT