Frente de Trabalho é implantada em Embu-Guaçu

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Implantação foi realizada no Posto de Atendimento ao Trabalhador do município

Cleide Pereira, 39, trabalhou desde sua juventude no ramo administrativo. Há dois anos, porém, foi demitida. Desde então, está em busca de um emprego. “Foi um período bem difícil. A gente procura um emprego, mas não acha na área. Quando acha, os horários não batem com o horário da escola das crianças”, explicou Cleide, mãe de três filhos.

Uma das principais barreiras que Cleide encontrava ao procurar emprego era o fato de seus filhos estarem na escola. Seu marido, também des   empregado, ajuda nas tarefas domésticas, mas, ainda assim, falta tempo para levar as crianças. Ao descobrir a Frente de Trabalho, viu uma oportunidade de mudar esse quadro.

29617410624_9fe2ec9d60_o“Quando vim morar aqui, me indicaram essa Frente de Trabalho. Disseram que possibilitava morar próximo de casa e conciliava também com o horário de creche e escola das crianças. Então fiz a inscrição e agora fui chamada”, disse Cleide.

Mais que uma boa remuneração, Cleide quer um recomeço em sua vida. “Espero trabalhar e me realizar profissionalmente outra vez. O trabalho não é apenas a questão financeira. É a sua realização pessoal.”

Cleide é uma das bolsistas do Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego – Frente de Trabalho – em Embu-Guaçu. A ação tem como objetivo oferecer ocupação, qualificação profissional e renda para cidadãos que estão desempregados há pelo menos um ano e em situação de alta vulnerabilidade social.

A cerimônia de implantação das bolsas, realizada na última segunda-feira (10) no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) do município, contou com a presença do secretário de Estado do Emprego, José Luiz Ribeiro, do coordenador de Políticas de Emprego e Renda, Pedro Nepomuceno Filho, da secretária de Ação Social do município, Mirian Cristine de Sena, e do presidente da Câmara Municipal, Hércules Silva.

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Também esteve presente o supervisor da Frente de Trabalho, Roberto Mazini, que passou as instruções sobre o funcionamento do programa para os bolsistas. “Além de o cidadão prestar serviço em órgãos públicos, seja do estado ou do município, recebe qualificação profissional. Ele presta serviço por quatro dias e no quinto ele tem uma qualificação profissional”, explicou.

“Ninguém está aqui sem ter necessidade”, afirmou o secretário Zé Luiz em seu discurso. “O trabalho dignifica a pessoa humana. Não importa a ocupação, seja um advogado, um secretário ou uma doméstica. O trabalho é digno.”

Nepomuceno, morador de Embu-Guaçu, ressaltou a importância da remuneração oferecida. “Alguns dizem que o valor da bolsa é baixo, mas só quem a recebe sabe como ela é importante. Talvez para pagar o aluguel, para comprar um brinquedo pro filho, um remédio, entre outras coisas. E esse é o papel da SERT.”

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“Vocês têm a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Aproveitem a oportunidade. Tudo que a gente se propõe a fazer deve ser feito da melhor maneira”, disse Mirian.

Desde agosto, 44 municípios de sete regiões do Estado já foram contemplados com bolsas da Frente de Trabalho. A previsão é que, ao todo, duas mil bolsas sejam disponibilizadas. Estão liberados recursos da ordem dos R$6 milhões entre 2016 e 2017, sendo R$ 2,4 milhões para este ano.

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Como funciona

Podem participar maiores de 17 anos e residentes há pelo menos dois anos no Estado. O bolsista desenvolve suas atividades por até nove meses, com jornada de seis horas diárias, quatro dias por semana, sendo o quinto dia destinado a um curso de qualificação profissional ou alfabetização. Os inscritos passam por avaliação socioeconômica para ingresso.

O beneficiado recebe, mensalmente, bolsa-auxílio de R$ 300 (incluído o cartão-alimentação), seguro de acidentes pessoais e auxílio-deslocamento, quando necessário. Em caso de óbito em função de acidente durante o período de duração do contrato, a família tem direito a seguro de vida. São reservadas 3% das vagas para pessoas com deficiência e 2% para atendimento de egressos do sistema penitenciário. A participação na Frente não constitui vínculo empregatício, já que tem caráter assistencial e de formação profissional.