Implantação de Frente de Trabalho em Quintana teve “toque especial”

São Paulo, 18 de novembro de 2016 – Emoção. Esta é a palavra para descrever a implantação do Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego (Pead) – Frente de Trabalho em Quintana, na última quinta-feira (17 de novembro). Além do clima habitual, propiciado pelos beneficiados pela bolsa, o “toque especial” ocorreu pelo fato de o secretário-adjunto do Emprego e Relações do Trabalho, Eufrozino Pereira, ser natural da cidade.

30979668581_0117922276_kMuito festejado por antigos conhecidos, ele relatou sua alegria por voltar ao local onde deu os primeiros passos no mundo do trabalho. Pereira saiu de Quintana em 1962, rumo a São Paulo, onde atuou no comércio, ingressou na metalurgia, no ramo do Direito e no mundo sindical, em que permanece até hoje. “A cada momento estou relembrando coisas boas. O cinema, a igreja em que fui batizado, as famílias conhecidas. É só alegria”, relatou.

Para completar, o pai de Pereira, João Campos da Silva, mais conhecido como “João Periquito”, ainda foi homenageado dando seu nome ao complexo de saúde da cidade, projeto apresentado pelo vereador Zezinho da Santa Casa e aprovado pelo prefeito Fernando Itapuã, que na ocasião anunciou um complemento da bolsa para os participantes de R$ 200.

A solenidade também contou com a presença do atual vice e prefeito eleito para o próximo mandato, Nilton Silvério, da presidente do Centro de Convivência do Idoso, Hilda Dias (que cedeu espaço para um almoço aos convidados), da coordenadora local da Frente, Gildecy Rodrigues Chaves Barbosa, dos técnicos do programa na SERT, José da Paz e Amilton Aparecido da Silva, da imprensa e autoridades do município e região.

A história de Maria
Maria Aparecida de Melo e Silva, 41 anos, é casada e tem dois filhos: de 21, um rapaz, e de 15, uma moça. O marido está afastado do trabalho devido a um desgaste na coluna. Deve voltar em outra função, mas a situação ainda é incerta. O filho havia acabado de fazer exame médico para começar num emprego. A filha, devido à idade, apenas estuda. Como as coisas em casa estão “apertadas” há um tempo, Maria faz os cursos gratuitos que aparecem. Num deles, de fuxico – seu preferido e que vai virar complemento de renda – soube pela professora da seleção para a Frente de Trabalho, resolveu tentar e foi chamada.

15123044_1311443702220929_7476704098862292894_o“Nossa, fiquei muito feliz quando fiquei sabendo. Até chorei. A gente precisa pagar água, luz, a casa da CDHU, precisa colocar portão… Já trabalhei como ajudante de cozinha, mas sem registro. Nasci em Minas Gerais, numa casa feita de folha de coqueiro. Ainda lembro da lamparina! Casei nova, com 18 anos, e fui morar em fazenda. Meu marido trabalhando na roça. Eu também fiz muito isso, com nove anos vim pra cá e comecei na colheita do amendoim. Pra mim era brincadeira, porque eu era criança. Hoje eu sei que não é o certo, mas não tinha outro jeito”, contou, sem um “pingo” de lamentação.

Sobre a Frente
Criada pela Lei Estadual 10.321 de 8 de junho de 1999 e regulamentada pelos Decretos 44.034/99, 44.731/00, 47.765/03 e 49.017/04, a Frente tem como objetivo oferecer ocupação, qualificação profissional e renda para cidadãos que estão desempregados há pelo menos um ano e em situação de alta vulnerabilidade social. Isso é feito por meio de atividades em serviços gerais, conservação e manutenção de órgãos públicos estaduais e municipais.

Podem participar maiores de 17 anos e residentes há pelo menos dois anos no Estado. O bolsista desenvolve suas atividades por até nove meses, com jornada de seis horas diárias, quatro dias por semana, sendo o quinto dia destinado a um curso de qualificação profissional ou alfabetização. Os inscritos passam por avaliação socioeconômica para ingresso.

O beneficiado recebe, mensalmente, bolsa-auxílio de aproximadamente R$ 300 e seguro de acidentes pessoais. São reservadas 3% das vagas para pessoas com deficiência e 2% para atendimento de egressos do sistema penitenciário. A participação na Frente não constitui vínculo empregatício, já que tem caráter assistencial e de formação profissional.

Outras implantações
No dia 22 de agosto foi iniciada uma Frente dentro do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). Nos dias 25 e 26, o mesmo ocorreu em Urânia, Aspásia, Zacarias, Mendonça, Ubarana, Nova Aliança, Novais, Catiguá, Elisiário, Tabapuã, Marapoama, Uchoa e Paraíso (região de São José do Rio Preto), Pirangi, Taiaçu e Embaúba (região de Barretos), Suzanápolis, Lourdes e General Salgado (região de Araçatuba).

Nos dias 1 e 2 de setembro foi dado start ao programa em Pedranópolis, Votuporanga, Palestina, Ipiguá, Orindiúva e Paulo de Faria (região de Rio Preto), Guaraci (região de Barretos), Guará e Ituverava (região de Franca).

No dia 9, em Pedro de Toledo (região do Vale do Ribeira) e em 16, Franco da Rocha e Francisco Morato. Na segunda (19), Vargem Grande Paulista. Esses três municípios integram a Região Metropolitana de São Paulo.

Em 14 e 15 de setembro, Mirandópolis, Guararapes, Penápolis e Coroados (região de Araçatuba), Ourinhos, Ibirarema e Ipaussu (região de Marília), Piraju e Itaí (região de Botucatu).

Em 21 de setembro, na celebração pelo Dia da Árvore, uma parceria entre as secretarias do Emprego, Meio Ambiente e Administração Penitenciária deu origem a uma Frente voltada a reeducandos do sistema semiaberto.

Na semana seguinte (27 e 28), Taquaritinga, Ibitinga e Bebedouro oficializaram suas participações no programa, o mesmo ocorrendo em Embu Guaçu (10 de outubro) e Mairiporã (19).

Para este ano foram disponibilizadas duas mil bolsas e R$ 2,4 milhões dos cerca de R$ 6 milhões liberados para o período entre 2016 e 2017. No ano passado, o programa atendeu 1.826 bolsistas, em 65 municípios.

Assessoria de Comunicação/SERT
Texto: Adriana Rota
Fotos: Paulo Cesar Rocha
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