Mães trabalhadoras

Ganhando espaço no mercado de trabalho, lutam para manter o emprego e cuidar de seus filhos

Nos últimos anos é notável o crescimento e participação feminina no mercado de trabalho em todo o país. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2013, o número de mulheres com emprego formal representava 42,79% do total de empregos formais. Esse cenário começou a ser desenhado a partir dos anos 90, quando começaram a conquistar a sua independência financeira.

Trabalhar e cuidar dos filhos exige muito esforço. Para o coordenador de recursos humanos Samuel Evaristo, existe um jeito de conciliar as duas partes, “para conseguir lidar com as situações de trabalho é importante que a mãe não deixe seu filho influenciar em suas responsabilidades profissionais”.

O mercado de trabalho atual exige cada vez mais qualificação, tempo e flexibilidade de horários. Para quem é mãe, o esforço é maior, visto que, muitas vezes, cumprem uma segunda jornada de trabalho quando estão cuidando de seus filhos e da casa, papel que, segundo Evaristo, é fundamental. “Quem educa e molda o futuro trabalhador é a mãe”, afirma.

Cada vez mais e por diversos motivos é possível observar a presença de mães no comando de grandes empresas brasileiras. Um exemplo disso é a empresária Cininha Lefundes, que trabalha no ramo de perfumaria.

“Tento me dedicar de maneira uniforme aos meus negócios e à família. Mas ainda é muito complicado para a mulher ter uma realização profissional e dar conta de tudo, da casa e dos filhos”, disse a empresária em entrevista ao Correio da Bahia. “Eu me considero uma pessoa viciada em trabalho. Sou ligada na tomada 24 horas”, completou.

“A percepção devida das mulheres é muito mais aguçada do que do homem”. Foram essas palavras que Evaristo usou para explicar o porquê das empresas de vários setores optarem por indicá-las para cargos de comando.

Mãe e pai ao mesmo tempo

Para algumas mães, a tarefa de cuidar, educar e superar os limites da maternidade vem em dose dupla. Márcia Sachetti, 60, é chefe do lar e mãe de três filhos. “Fui casada 25 anos e me separei. Depois disso, tive que ir à luta, procurar emprego para criar meus três filhos, sozinha. Cheguei até a ser despejada”, afirma.

Márcia é copeira na SERT,  tem uma jornada de oito horas de trabalho e no período noturno realiza as tarefas do lar.  “Depois que fui despejada comecei a procurar emprego. Primeiro cuidei de uma senhora; fui para o GRAAC; também trabalhei na Igreja Santa Ana e depois vim para a SERT. Além de trabalhar, chego em casa e ainda tenho que lavar,  passar e cozinhar”.

Apesar de todas as dificuldades impostas pela vida, Márcia define a maternidade como uma das coisas mais lindas e importantes da vida. “Ser mãe dá trabalho. Muito trabalho! Mas é uma das coisas mais lindas que Deus concedeu a mulher”, finaliza.

Grandes deveres

“Ser mãe exige muitas responsabilidades”, é o que diz a cerimonialista Priscila Cardoso, 34, que concilia seu tempo entre trabalho e seus dois filhos – Lucca, 12, e Murilo, 2.

Aos 18 anos, Priscila iniciou sua vida profissional e alguns anos depois descobriu que estava grávida. A notícia mudou toda a sua rotina, principalmente porque na época, além de trabalhar, Priscila também estudava. “Na hora me preocupei, pois além de estar na faculdade, eu estagiava e teria que arrumar alguém para me ajudar a cuidar do meu primogênito. Graças a Deus durante esse período pude contar com o auxílio de uma vizinha que cuidava do Lucca enquanto eu estava ausente”, relata Priscila.

“Ser mãe é padecer no paraíso”. Priscila diz que por vezes, já teve que parar suas  atividades profissionais para resolver problemas na escola do filho. “Me preocupo quando acontece algo no colégio dos meus filhos e procuro acompanhar de perto todos os êxitos e deslizes das minhas crianças, afinal, mais do que ninguém preciso estar ligada em tudo o que acontece”.

Consciente de sua importância para o crescimento dos filhos, Priscila pensa no futuro. “Mãe sempre quer o melhor. Procuro incentivá-los nos estudos e em atividades que sejam saudáveis para o desenvolvimento deles. Quero que meus filhos sejam cidadãos íntegros, honestos e justos, e para isso, dou o meu melhor”, completa.

Neste domingo (10), comemoramos o Dia das Mães, e nós da SERT, desejamos a todas as mães e profissionais, um dia cheio de paz, luz e muita alegria ao lado de filhos.

Lucas Queiroz, Ana Silvestre e Gabriel Ribeiro de Luna
Assessoria de Imprensa da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT/SP)