Momento é de juntar forças e ficar atento às oportunidades

Sinergia. A palavra parece chique, mas o significado é bem simples: é preciso trabalhar em conjunto para conseguir os melhores frutos. No momento de crise profunda e duradoura por que o País atravessa, nosso principal desafio é buscar alternativas para a geração de emprego e renda. Só a união de forças pode ajudar na tentativa de diminuirmos esse abismo que assusta o trabalhador.

Desde que assumi a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), há quase seis meses, a agenda de encontros e eventos com representantes do Executivo e Legislativo dos municípios, com os setores sindical, empresarial e com órgãos de Governo, incluindo de outros Estados, tem sido intensa. A aproximação entre iniciativa privada, poder público e instituições tem se mostrado indispensável na batalha por resultados positivos.

A pauta se repete: a necessidade de qualificação e requalificação de mão de obra, como tentativa de garantir que os profissionais continuem empregados ou que consigam voltar o quanto antes para o mercado de trabalho, além do aproveitamento das novas ideias trazidas pelos jovens à procura do primeiro emprego, até porque, aqueles que antes podiam apenas se preocupar com os estudos, agora também têm de ajudar nas despesas de casa.

Com empresas cada vez mais enxutas, o diferencial está em dominar o conhecimento exigido para atendimento a demandas específicas, embora o profissional também tenha de possuir o jogo de cintura de um generalista quando a atividade assim exigir.

E existe um fato que não podemos ignorar: não há espaço para todo mundo. Estou mergulhado no universo trabalhista há mais de 30 anos, quando entrei no ramo sindical, e tenho acompanhado de perto esse dinamismo, que infelizmente não vem sozinho, porque exige adaptações profundas. Então, o empreendedorismo desponta, mais do que nunca, como uma opção, pelo menos até que a economia volte a crescer.

Por que estou afirmando tudo isso? Porque este será o primeiro de uma série de artigos em que pretendo mostrar para os cidadãos, para as pessoas de negócios, entidades e instituições de poder que colaboração a Sert pode dar à sociedade, por meio de seus programas, projetos e parcerias. Temos uma equipe focada, com expertise no assunto, e que também passa por capacitações constantes para oferecer o melhor serviço possível à população.

Temos mantido um diálogo muito intenso entre os dirigentes da secretaria nas diversas regiões para estarmos bem alinhados, integrados e aproveitarmos as experiências positivas de cada um no planejamento de ações. Aqui em Piracicaba, vocês podem contar com o Evandro Evangelista, companheiro de longa data na Câmara de Vereadores e figura atuante, escolhido pessoalmente por mim para ser um dos “braços” da Sert.

Por mais que o momento seja difícil – e, sim, tivemos de apertar os cintos inclusive na administração estadual – há muito que oferecer. Ninguém aqui está prometendo solucionar um problema que se mostra conjuntural, mas, com certeza, temos disposição de sobra para arregaçar as mangas e ir atrás.

Minha vida tem sido marcada pela negociação, pela vontade de fazer o melhor que posso e, desta vez, não seria diferente. Até porque a responsabilidade é ainda maior. Foram Piracicaba e a região que contribuíram para que chegasse onde estou. Tenho tido condições de levar o que aprendi para o restante de São Paulo e de me aperfeiçoar, conhecendo essas outras realidades.

O que o trabalhador merece e precisa é dignidade. É manter a autoestima. A qualidade de vida dele, de sua família e, consequentemente, da comunidade em que vivem, depende disso. A secretaria está de portas abertas para discutir possíveis soluções e conta com a participação de todos para enfrentarmos, de peito aberto, a situação. Aguardem, então, para ampliarmos esta conversa.

José Luiz Ribeiro, secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho