Feirão do Emprego une histórias de vida a oportunidades profissionais

São Paulo, 24 de junho de 2015 – A história do Brasil é marcada pela acolhida a grande número de cidadãos de diversos lugares do mundo. De italianos a japoneses, passando por diversas outras nacionalidades, todos chegam para começar uma nova vida, em melhores condições que em seus locais de origem. Nos últimos anos, o assunto tem se intensificado com a chegada, principalmente, de haitianos.

jean feirão do imigrante

Jean é haitiano e quer ajudar a família, que ficou em sua terra natal (foto: Paulo Cesar Rocha)

Eles geralmente ingressam pela região Norte, como é o caso de Jean Robert Jean Simon, de 29 anos. Há um ano e meio no Brasil, ele está em busca de um emprego. “Primeiro fui para a República Dominicana. Hoje estou aqui porque acho que as condições são melhores”, contou, com sotaque francês carregado. Jean atualmente mora em Jandira e trabalha como jardineiro. “Minha esperança é conseguir um bom emprego e poder ajudar minha família no Haiti”, confidencia.

Para aumentar suas chances, Jean busca aprimorar a Língua Portuguesa, uma de suas principais dificuldades. “É complicado conversar com as pessoas, pegar informações, mas a gente dá um jeito. Estou fazendo um curso para melhorar o idioma”, disse, com brilho nos olhos.

Jean é uma das mais de cem pessoas que participaram nesta terça-feira do 1º Feirão do Emprego realizado no Centro de Integração de Cidadania do Imigrante (CIC), da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT) em parceria com o projeto Sí, Yo Puedo, o coletivo Conviva Diferente e a Include Quality.

Processos seletivos e palestras sobre o mercado de trabalho fizeram parte da programação, que durou o dia todo. Além dos haitianos, foi maciça a presença de peruanos, bolivianos e sírios.

Donato Limachi, 40, e Eliana Valência, 25, também participaram do evento. Ambos têm algo em comum: saíram de seu país natal, a Bolívia, junto com seus familiares, para tentar uma vida melhor. “O Brasil é um País acolhedor. Fomos muito bem recebidos e isso nos ajudou demais”, afirmou Donato. “As condições econômicas do Brasil são bem melhores que as da Bolívia”, avalia Eliana.

Donato, que está há dez anos no Brasil, e Eliana, há quatro, se interessaram pelas palestras oferecidas no Feirão. Ao receberem uma ficha de cadastro para um dos processos seletivos realizados no local, viram uma oportunidade de avançar no ramo profissional. “Olha aí, Eliana! Sua chance! Pode dar uma ficha pra ela também, moça”, disse Limachi, motivando sua amiga a participar.

A supervisora do PAT/CIC, Thaís Alcantara de Lima, explica que o atendimento é feito da mesma forma que no PAT convencional, mas com um “toque a mais”, devido às necessidades dos imigrantes. “Ajudamos também na questão do idioma, que é fundamental para que eles consigam um emprego, e em outros aspectos para que possam ter chances de se manter e ajudar suas famílias, que muitas vezes estão em situação complicada.”

O posto funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, na Rua Barra Funda, 1.020.

(Saiba mais sobre o Feirão e os serviços disponibilizados no CIC: http://goo.gl/5eKlko. Confira todas as fotoswww.flickr.com)

Gabriel Ribeiro de Luna
Assessoria de Imprensa da SERT