Vamos refletir sobre o movimento sindical e nosso momento atual?

Olá, pessoal! No artigo anterior falei do 8º Congresso da Força Sindical São Paulo. Desta vez, quero abordar algumas reflexões sobre o evento da central realizado dos dias 12 a 14 de junho, em Praia Grande, desta vez abrangendo representantes não só do nosso Estado, mas de outros 25, mais o Distrito Federal.

O País tem muito a avançar, certo? Mas como chegamos lá? Eu não tenho dúvida de que é com trabalho de formiguinha. Mas não uma, sozinha; estou falando de várias atuando com o mesmo foco. É o que fazemos nas organizações sindicais. E se alcançamos os avanços que hoje, infelizmente, estão tão ameaçados, foi porque as diversas entidades também se uniram entre si.

No nosso caso, literalmente, a união faz a Força! Isso ficou claro naquele megaencontro, em que três mil sindicalistas e 25 organizações estrangeiras, de 13 países, marcaram presença. Nosso amigo Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, foi reeleito presidente por mais quatro anos, como não poderia deixar de ser. Ele é nosso principal representante em Brasília, fazendo frente às tentativas de retirada dos direitos do trabalhador, já tão sofrido e massacrado nos últimos anos.

Diversas manifestações e paralisações contra as reformas propostas pelo Governo Federal têm sido organizadas e é a participação popular que vai dar o tom dessa luta. Mas como sempre digo, o diálogo é a melhor saída em todos os casos e o Congresso Nacional da Força permitiu que sindicalistas dos diversos setores econômicos e com as mais variadas vivências trocassem ideias sobre o enfrentamento dessas questões.

Do encontro nasceu a aprovação da chamada Carta da Praia Grande, documento em que os sindicalistas da Força Sindical apontam a gravidade da situação política e econômica e se mostram determinados em continuar buscando relações de trabalho justas e inclusivas, atuando a favor do equilíbrio entre direitos e desenvolvimento, bem como a batalha incessante por uma sociedade justa, com emprego, renda, saúde, educação, transporte, moradia e dignidade para todos. Também foi lançado um aplicativo para aprimorar a comunicação da Central, em consonância com a evolução tecnológica.

Ou seja, meus amigos… a mobilização é contínua! Não existe clima de “já ganhou”. O movimento sindical precisa estar realmente em movimento. E ele passa por cada um de nós, cada um dentro da sua atuação. Cada trabalhador é importante e necessário. O apoio às instituições e aos seus representantes é fundamental. Sozinho, ninguém chega a lugar nenhum, principalmente agora. Mais do que nunca, o momento é de união.

Estamos falando da nossa casa, da nossa vizinhança, nossa cidade, mas tudo isso converge para a Nação. Não se engane achando que seus problemas, dos seus parentes, conhecidos, são os únicos. É muita gente padecendo. Mas a revolta pela revolta não leva a nada e por isso é tão importante reforçar os laços e ter objetivos comuns. Seja o Congresso Estadual da Força realizado recentemente em Piracicaba, seja o Nacional, no litoral, ou cada um dos encontros e atos feitos pelos sindicatos, tudo, tudo mesmo, diz respeito à classe trabalhadora como um todo.

Durante o Congresso da Praia Grande, por exemplo, 322 delegadas sindicais participaram. As mulheres lutaram e conseguiram a participação de 30% nos cargos de direção da Central. Para o próximo, esse número poderá alcançar 50%. Pergunto: isso foi uma vitória das companheiras ou de todos nós? Somente dos sindicalistas ou da sociedade?

Espero, com este texto, deixar claro que todo e qualquer avanço, bem como os retrocessos, sempre trazem consequências para todo mundo, independentemente do lugar que ocupem em sociedade. Por isso ninguém pode se omitir. Atenda o chamado. Não seja sozinho, nem deixe seu irmão sozinho.

Até a próxima!